Essa pergunta é essencial com respeito à cura divina. Será que a vontade perfeita de Deus é curar a todos sempre, ou há alguma exceção ao caso? Será que Deus deseja que alguém não receba a cura divina e continue enfermo e doente?

Antes de procurar responder a esta pergunta, comecemos com outra pergunta também essencial: É vontade de Deus salvar sempre, ou será que Deus tem alguma exceção? Será que Deus deseja que alguém não seja salvo e vá para o inferno?

Antes de responder às perguntas anteriores, devemos começar diferenciando a vontade permissiva de Deus da vontade perfeita de Deus. A vontade perfeita de Deus encontra-se expressa e revelada em Sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada. Em Romanos 12.2, os cristãos são exortados pelo apóstolo Paulo a serem transformados pela renovação de suas mentes, para que venham experimentar a vontade de Deus. E ele afirma que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita.

E como renovamos a nossa mente? Trocando os pensamentos que não se alinham com a Palavra pelos pensamentos de Deus revelados em Sua Palavra. Somente assim o cristão poderá experimentar a plenitude da vontade de Deus. É por isso que cada cristão deve ter o seu próprio relacionamento com a Palavra de Deus.

Voltando para a vontade de Deus, podemos dizer que a vontade permissiva se refere a tudo aquilo que ocorre, seja bom ou mal, enquanto que a vontade perfeita de Deus é aquela expressa em Sua Palavra.

Vejamos então qual é a vontade perfeita de Deus com respeito à salvação dos indivíduos, conforme revelado em Sua Palavra em 1 Timóteo 2.3,4:

3 Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, 4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

A Palavra de Deus expressa com clareza que é a vontade perfeita de Deus que todos os homens venham a ser salvos. No entanto, sabemos que há pessoas que rejeitam a salvação, e que, portanto, não são salvas.

Era a vontade perfeita de Deus que tais pessoas perecessem? NÃO! A Bíblia afirma claramente que era a vontade perfeita de Deus que fossem salvas. No entanto, o que devemos entender é que há uma parte de Deus e uma parte do homem com respeito à salvação.

E a parte de Deus, foi ter morrido na cruz em nosso lugar, na Pessoa do Filho Jesus Cristo, derramando o Seu precioso sangue para a salvação de todos os homens. A parte de Deus já foi feita. Não há mais nada a fazer do ponto de vista Divino com respeito ao preço pago para a salvação do homem.

No entanto, Deus nunca irá fazer a parte do homem. Cabe a cada homem decidir se recebe ou se rejeita a salvação gratuita oferecida por Deus em Jesus Cristo. Se alguém morrer na condição de rejeição da salvação, não era a vontade perfeita de Deus que isso ocorresse; no entanto, como já dissemos, Deus não irá salvar alguém que não quer ser salvo. O próprio Senhor Jesus disse em Marcos 16.16b que quem rejeitar o Evangelho será condenado

Outro aspecto importante é que a igreja tem que batalhar pela salvação das vidas, e se ela não fizer isso, vidas poderão morrer sem salvação. E como a igreja deve batalhar pela salvação das vidas? De duas formas: Uma delas é orando pela salvação dos perdidos. Um aspecto dessa oração envolve pedir ao Pai que poupe as vidas da destruição eterna, dando-lhes tempo para que se arrependam (a parábola da figueira estéril em Lucas 13 ilustra muito bem isso), de modo que não morram antes de se arrependerem e crerem no Evangelho.

Outro aspecto da intercessão pela salvação de vidas é pedir ao Pai que venha a criar circunstâncias para que as pessoas por quem intercedemos venham a ser salvas. Essas circunstâncias podem exigir que mensageiros sejam colocados por Deus no caminho dessas pessoas para lhes pregar o Evangelho (vide Lucas 10.2), mas não necessariamente fica limitado a isso.

Servimos a um Deus ilimitado que pode atingir pessoas das mais diversas formas possíveis, Quantos são os relatos da história da igreja (antiga e atual) da revelação do Senhor Jesus em sonhos e visões a pessoas que vivem em países que não têm acesso ao Evangelho? Como isso pôde ocorrer? Pela oração intercessória da igreja.

A segunda forma como a igreja deve batalhar pela salvação de vidas é pregando o Evangelho. Como poderão crer e, por conseguinte, receber a salvação, se não ouvirem o Evangelho? (vide Romanos 10.14,15).

Assim, a conclusão que chegamos é que há uma parte de Deus e uma parte do homem com respeito à salvação de vidas. E a parte do homem com respeito à salvação, envolve não somente o indivíduo que recebe a salvação, mas também A IGREJA, QUE DEVE BATALHAR (USANDO AS ARMAS ESPIRITUAIS CORRETAS, MENCIONADAS NOS PARÁGRAFOS ANTERIORES) PELA SALVAÇÃO DOS INDIVÍDUOS.

Lembrando que se a parte do homem não for feita, não há falha do lado Divino se alguém não for salvo. A falha está do lado humano, pois a salvação de todos os homens já foi plenamente provisionada pelo Senhor Jesus no calvário. A salvação já está disponível, e o que o homem tem que fazer é simplesmente receber essa salvação.

Voltando agora para o assunto da cura divina, respondendo então à pergunta se é a vontade de Deus curar sempre ou não, vamos analisar o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre este assunto em Isaías 53.

Isaías 53.4,5
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Esse capítulo 53 de Isaías é chamado do capítulo da redenção, pois mostra em detalhes o que o Senhor Jesus teria que sofrer em nosso lugar para nos trazer redenção plena.

E o que percebemos aqui, é que o mesmo capítulo que afirma em Isaías 53.5 que o Senhor Jesus foi traspassado pelas nossas transgressões (hebraico: rebeliões) e moído pelas nossas iniquidades (hebraico: má inclinação, natureza pecaminosa) para prover a salvação e a vida eterna, é também o capítulo que afirma em Isaías 53.4 que o Senhor Jesus levou embora as nossas enfermidades e carregou sobre si como um fardo pesado as nossas dores, e isso para que tenhamos a cura física dos nossos corpos.

Isso quer dizer que na obra de redenção do Senhor Jesus no Calvário temos a provisão plena tanto para a salvação do espírito humano (vida eterna) quanto para a cura física do corpo.

Isso já está provisionado pela obra de Jesus no Calvário. Já está consumado. O que Deus tinha que fazer em Jesus Cristo para salvar um indivíduo ou curá-lo já está feito. A questão é simplesmente se o homem vai receber ou não o que já está plenamente provisionado no pela obra do Calvário.

E da mesma forma que já demonstramos que é vontade de Deus salvar sempre, mas que cabe à igreja do Senhor Jesus batalhar pela salvação dos indivíduos; de maneira equivalente, podemos afirmar que é da vontade de Deus curar sempre, uma vez que o mesmo capítulo de Isaías 53 afirma que há provisão plena não só para a salvação do indivíduo, mas também para a cura do seu corpo.

O desafio hoje está sobre a igreja, pois da mesma forma que a igreja deve batalhar pela salvação dos indivíduos, cabe também à igreja batalhar pela manifestação da cura divina na vida das pessoas.

Como a igreja pode batalhar para a cura física na vida das pessoas? Isso fica para o próximo artigo.

Para maiores detalhes sobre o assunto A Cura Divina na Redenção, consulte o nosso livro A Criação, Queda e Redenção do Homem, no capítulo 10: Como Jesus Cristo Pagou o Preço Pela Redenção do Homem? Esse livro contém todo o plano de salvação/redenção em Jesus Cristo, e pode ser utilizado tanto para estudo individual, quanto para estudos em grupo (escola bíblica, células, pequenos grupos, etc), e também para evangelismo. Maiores detalhes em como adquirir esse livro, visite o nosso website pelo link abaixo, onde você pode também ler gratuitamente o primeiro capítulo desse livro:

Livro: A Criação, Queda e Redenção do Homem

Em Cristo,

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