Recentemente fomos surpreendidos com a notícia da promoção ao lar celestial do irmão Charles Capps. Vejamos um pouco sobre a sua biografia e a sua partida, e a seguir vamos prosseguir com o nosso desenvolvimento e conclusão no artigo de hoje.

Charles Capps nasceu em Brummett, Arkansas, Estados Unidos, em 1934. Dedicou-se como produtor rural ao cultivo de algodão, soja e arroz, até que em 1978 (aos 44 anos) ingressou no Ministério de tempo integral como um mestre na Palavra de Deus.

A grande guinada em seu ministério ocorreu quando ele conheceu o ministério do irmão Kenneth E. Hagin quando alguém lhe deu o livro Right and Wrong Thinking (Pensamento Certo e Errado) desse autor. A partir daí, Charles começou a perceber o poder criativo das palavras e seu ministério passou a fluir no movimento da fé nos Estados Unidos.

Este irmão partiu para a glória no dia 23 de fevereiro de 2014, aos 80 anos de idade, porém o que é interessante é que antes de partir, ele informou à família e amigos próximos que estaria no céu em três dias. Depois das despedidas, foi dormir, e foi levado para a glória durante o seu sono, tal como ele mesmo estava dizendo, “Quero partir durante o meu sono”.

Porque estamos escrevendo este artigo de hoje? Temos algumas considerações a fazer.

A primeira delas é que sempre que um herói de fé parte para a eternidade, há uma responsabilidade sobre os crentes que estão vivos em carregar o manto e levar adiante o comissionamento iniciado por esse servo de Deus.

Quando olhamos para os heróis da fé que partiram no século passado e neste século, temos ao mesmo tempo uma lacuna e um desafio: quem vai se mover no mesmo nível de unção de cura de John G. Lake? Quem vai ter a mesma fé para cura e libertação de Smith Wigglesworth? Quem vai se mover no sobrenatural na unção composta de revelação e cura tal como William Branham? Quem vai se mover nos grandes milagres criativos tal como A.A. Allen? Quem vai ensinar sobre fé e sobre cura na mesma dimensão de Kenneth E. Hagin? Quem vai ser um avivalista de cura divina tal como Oral Roberts? Quem vai ser usado como um canal do Senhor para varrer a África (ou qualquer outro continente, ou nação, ou cidade) com avivamento, tal como T.L. Osborn o fez? Quem vai seguir as pisadas de Bob Jones, que se moveu no ministério profético (como profeta de sonhos e visões) no mesmo nível dos profetas da Bíblia, sendo também um pai espiritual de muitos profetas da geração seguinte?  Quem vai ensinar sobre fé e sobre o poder das palavras, tal como o irmão Charles Capps?

Há um desafio do Senhor: quem vai receber o manto (unção) na mesma qualidade de unção que esses irmãos se moviam?

Se há esse desafio, temos que entender o que fazer para sermos posicionarmos pelo Senhor na mesma estatura de unção e poder desses irmãos.

E a resposta é muito simples: para se mover na mesma unção e poder, temos que pagar o mesmo preço que eles pagaram. Se quisermos ter os mesmos resultados que eles tiveram, temos que satisfazer os mesmos requisitos que eles vieram a satisfazer.

A Bíblia diz que temos que nos tornar imitadores daqueles que pela fé e pela longanimidade herdam as promessas (Hebreus 6.12). Se quisermos ter o que eles receberam, o primeiro passo é estudar sobre suas vidas, aprender com os seus acertos e erros, estudar o que fizeram para entrar naquela unção, e receber transferência espiritual estudando seus materiais e mídias. E o passo seguinte é  viver o que eles praticaram, começando com o mesmo nível de consagração, santificação e busca do Senhor que eles tiveram.

Hoje esses irmãos não estão mais na terra. Eles hoje fazem parte da grande nuvem de testemunhas (Hebreus 12.1), e o Senhor espera que venhamos a prosseguir carregando as tochas que eles deixaram.

O desafio para nós hoje é deixar de viver uma vida cristã “normal”, “aguardando o céu”, para ser um rompedor espiritual tal como esses irmãos o foram, pois não se contentaram com o “cristianismo normal”, mas romperam limites do ordinário para o extraordinário, do natural para o sobrenatural. E cabe a nós dizer ao Senhor (através das nossas atitudes) se aceitamos ou rejeitamos este desafio.

Rogerio Clavello

 

Tags:  Heróis da Fé,  John G. Lake, Smith Wigglesworth, William Braham, A.A. Allen, Kenneth E. Hagin, T.L. Osborn, Bob Jones, Charles Capps.

 

 

 

 

 

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